E depois do meu mundo virar algo impressionantemente belo, os fatos simplesmente sairam de lá de dentro. Cada detalhe guardado com todas as forças materializaram-se. De forma que eu não pude totalmente contê-los. Eles simplesmente surgiram da forma mais sutil e inexplicável possivel. Por um momento eu ainda hesitei em liberá-los, mas não foi possivel resistir à vontade de vê-los todos na minha frente, todos reais.
O fato de aquela cena estar finalmente acontecendo no mundo que todos vivemos era algo inédito e ao mesmo tempo ótimo. Para mim, diferentemente de quando estava tudo aqui dentro, passou muito rápido e maravilhosamente. Como um sonho que nunca mais acontecerá, pois, bem, disso eu tenho certeza. Você, meu tudo, depois de sair daqui de dentro transformou-se em algo ainda mais inalcançável. Inalcançável. Sim, inalcançável. Talvez por que depois de tudo passar do imaginário para o real, as coisas fiquem um pouco mais sérias e os sentimentos mais fortes. Agora, quem sabe, não passou de uma paixão para algo mais. Ou para algo menos, não sei. Mas ainda acho que foi para algo mais, e algo amargo. Um amor amargo, pois não saberei o futuro.
Afinal, não sou adivinha nenhuma e foi tudo tão rápido que não fiz outra coisa se não corresponder. Se tudo isso tivesse, pelo menos, acontecido no meu proprio mundo.. Seria tudo mais simples. Não que tenha sido algo sem sentido, pois alguma coisa significou, nem que tenha sido só para mim, mas é que esperar pela resposta do próximo é algo angustiante.
E não adianta tentar fugir agora que não adiantará. Talvez teria sido melhor se tudo ficasse bem guardadinho e seguro dentro do meu mundo, dentro do meu tranquilo e simples mundo. Por que no meu mundo, você era (e ainda é) meu tudo.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Meu tudo (II).
Foi o que fiz. Fiquei lá sentada, calada. Os olhos cerrados, a boca selada, e as mãos presas.Observei aquela cena, processando-a em camera lenta para guardar cada detalhe, mas não consegui. Guardei menos do que esperava, guardei a quatidade exata para conseguir reproduzi-los depois no meu mundo. Repassei cada movimento guardado para lá. Repassei até com detalhes a mais, estes que não existem, mas a gente sempre coloca para ficar melhor. Fiz minha propria cena.
Esperei que no ápice fecharia os olhos para depois imaginá-lo no meu proprio mundo, mas não os fechei. Deixei-os bem abertos. Abertos o bastante para captar toda a luminosidade inexistente daquele momento - parecia real, mas eu sei que não era, melhor, eu preciso acreditar que não era. Preciso acreditar que aquilo não passou de uma simples cena casual, e que foi tudo mentira.- Deixei-os abertos e comecei a rir, não sei por que, mas ri. Ri, acho eu, por não saber o que fazer. Ri por achar que estava de olhos fechados e quem estava lá era eu, mas eu não me via, então não era eu.
Nunca foi eu, nunca foi e provavelmente nunca será. É impossivel, eu sei, mas no meu mundo não. No meu imaginário mundo tudo é extremamente real e compreensível. Parece que tudo fica mais facil quando eu passo para lá. Tudo fica claro, brilhante e perfeito. Do jeito que tinha que ser.
A cena acabou em alguns minutos, longo minutos. Livrei-me de mais um peso, mas ela se repetia em minha mente. Repetia. Repetia. Repetia. Tentei escapar, mas não podia. Cheguei a fechar os olhos, mas não conseguia esquecer cada detalhe. Todos os detalhes que guardei da primeira vez acumulavam-se aos novos que surgiam. Aquilo foi ficando real demais para mim. Eu não suportei e alienei-me ao exterior e fui para o meu mundo. Lá, eu estava simplesmente linda, a cena acontecia da forma mais natural o possivel. Tudo maravilhoso. Sabe, não sei se já mencionei, mas... no meu mundo tudo fica perfeito, tudo fica do jeito que eu quero. E é bom saber que ele nunca ficou opaco depois daquela cena. Foi até melhor. Tudo ficou mais colorido, radiante, pois, afinal, agora eu tinha os detalhes necessários para realmente transmutar aquilo para o meu mundo.
Meu colorido deixava de ser brilhante por alguns dias, mas nunca voltou a ser opaco. Chegou a ficar mais escuro, mas suas lindas cores continuavam lá, afinal, eu tinha aqueles detalhes guardados. Como numa estante eu os organizava por tipo de ação. E toda vez que meu mundo deixava de brilhar eu pegava um pouquinho nessa estante e ele voltava ao normal. É claro que todo vez que te via, ele chegava a brilhar tanto que transpassava-se no sorriso, mas eu sei que um dia, qualquer dia desses, um dia comum... Você, meu colorido, meu tudo, vai ficar para sempre aqui, no meu mundo.
Esperei que no ápice fecharia os olhos para depois imaginá-lo no meu proprio mundo, mas não os fechei. Deixei-os bem abertos. Abertos o bastante para captar toda a luminosidade inexistente daquele momento - parecia real, mas eu sei que não era, melhor, eu preciso acreditar que não era. Preciso acreditar que aquilo não passou de uma simples cena casual, e que foi tudo mentira.- Deixei-os abertos e comecei a rir, não sei por que, mas ri. Ri, acho eu, por não saber o que fazer. Ri por achar que estava de olhos fechados e quem estava lá era eu, mas eu não me via, então não era eu.
Nunca foi eu, nunca foi e provavelmente nunca será. É impossivel, eu sei, mas no meu mundo não. No meu imaginário mundo tudo é extremamente real e compreensível. Parece que tudo fica mais facil quando eu passo para lá. Tudo fica claro, brilhante e perfeito. Do jeito que tinha que ser.
A cena acabou em alguns minutos, longo minutos. Livrei-me de mais um peso, mas ela se repetia em minha mente. Repetia. Repetia. Repetia. Tentei escapar, mas não podia. Cheguei a fechar os olhos, mas não conseguia esquecer cada detalhe. Todos os detalhes que guardei da primeira vez acumulavam-se aos novos que surgiam. Aquilo foi ficando real demais para mim. Eu não suportei e alienei-me ao exterior e fui para o meu mundo. Lá, eu estava simplesmente linda, a cena acontecia da forma mais natural o possivel. Tudo maravilhoso. Sabe, não sei se já mencionei, mas... no meu mundo tudo fica perfeito, tudo fica do jeito que eu quero. E é bom saber que ele nunca ficou opaco depois daquela cena. Foi até melhor. Tudo ficou mais colorido, radiante, pois, afinal, agora eu tinha os detalhes necessários para realmente transmutar aquilo para o meu mundo.
Meu colorido deixava de ser brilhante por alguns dias, mas nunca voltou a ser opaco. Chegou a ficar mais escuro, mas suas lindas cores continuavam lá, afinal, eu tinha aqueles detalhes guardados. Como numa estante eu os organizava por tipo de ação. E toda vez que meu mundo deixava de brilhar eu pegava um pouquinho nessa estante e ele voltava ao normal. É claro que todo vez que te via, ele chegava a brilhar tanto que transpassava-se no sorriso, mas eu sei que um dia, qualquer dia desses, um dia comum... Você, meu colorido, meu tudo, vai ficar para sempre aqui, no meu mundo.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Completamente o nada.
Mariana mantinha-se deitada. Não podia mover-se muito após tudo o que havia acontecido. Seu corpo estava completamente isento de movimentos. Não sentia os pés, as mãos, nenhuma parte de dele, mas mesmo assim ainda sentia algo. Sentia a batida de seu coração, sentia o que ainda a mantinha nesse nosso mundo.
Aquele bater era fraco, quase imperceptível. Seu corpo ainda estava lá. Ela também, porém sua mente já havia partido há muito tempo. E era isso, essa excluida mente, que a fazia sentir o nada de seu corpo. O nada acabou por tomar conta e transformou a batida em nada. Nada a aflingiu, simplesmente não sentiu nada. Nada de nada, pois não existia mais nada ali.
Aquele bater era fraco, quase imperceptível. Seu corpo ainda estava lá. Ela também, porém sua mente já havia partido há muito tempo. E era isso, essa excluida mente, que a fazia sentir o nada de seu corpo. O nada acabou por tomar conta e transformou a batida em nada. Nada a aflingiu, simplesmente não sentiu nada. Nada de nada, pois não existia mais nada ali.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Meu tudo.
E eu fico aqui sentada, calada. Os olhos cerrados, a boca selada e as mãos presas. Observo aquela cena, processando-a em câmera lenta para guardar cada detalhe. Repasso cada movimento para o meu próprio mundo. Meu mundo imaginário. Meu falso e tanto quanto real mundo.
Espero o ápice para fechar os olhos, imaginar-me lá. Imaginar-me junto a ti. Tudo lá fora parece rápido, mas aqui, aqui dentro do meu mundo, os segundos demoram horas e as horas, anos. Cada dia que espero por te encontrar, milênios.
Encontro-te novamente. O meu mundo processa tudo lenta e meticulosamente. Cada segundo demora, agora, dias. Meu mundo está completo.Está cheio daquilo que o deixa satisfeito, você. Você some novamente, ele passa a ser em tons pastéis. Você é o meu colorido. No meu mundo, você é meu tudo.
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
É o que há!
Saudade é muito bom! Até certo ponto...
Chega uma hora que não aguento mais de tanta, mas tanta, saudade dentro desse pequeno coraçãozinho. Começa a ficar angustiante, intolerável...
Parece que posso explodir a qualquer instante, chorar a qualquer momento.Parto do princípio que muita saudade era para ser bom, mas não é. Dá aquele aperto no peito falar de certa pessoa. Tenho a impressão de que ela se foi para sempre.. Mesmo tendo certeza de que a mesma está vivíssima, e não 'numa realidade tão diferente da minha.Saudade em excesso é o cúmulo do sofrimento!
Queria que, pelo menos uma vez, fosse possível organizar o climax da saudade e o encontro com a pessoa esperada...
Um tanto meloso, mas... melosidade é o que há!
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Ódios de amor
Ei, você! É.. você mesmo!
Você que me dizia aquelas tuas frases tão mais lindas, nonsense! Pensando apenas se iria me agradar. É claro que agradava! Saia da tua boca, dos teus pensamentos!
Você que me chamava de docinho... Não existia jeito mais brega de se direcionar à uma pessoa? Com tantos nomes possíveis! Tinha de ser essa forma doce e delicada o teu modo de me chamar..
Você, que me amava de paixão! Por que teve que ser tão amável e recíproco com meus sentimentos? É obvio que não resisti! Sempre te amei! (desde pequenina..)
Você que chegava do nada, despercebido e me recebia com aquele sorriso de rachar corações e um abraço quase ininterrupto. Não tenha duvidas, qualquer pessoa em sã consciência gamaria em ti!
Não é culpa minha que você não deixa chances para o coração d'a gente escolher outro!
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Existiu, então é bom ser lembrado!
Sentia que era bom se reunir, falar besteiras, gritar e até fofocar
Gostava de rir, dançar, amar, cantar e até namorar
Tentava não ignorar, distanciar, faltar e até apaziguar
Amava amar, amar, amar, amar e até amar!
Sentia falta de tudo, todos. "Agora temos passado"- disse um conhecido.Agora é possível discutir, mesmo em idéias vagas, como éramos, o que mudou, quem eram...
Por mais obscuro que seja:
O passado é passado
E pode até ser bom
De ser lembrado
Se foi ruim,
Não te assustará
Por que já foi assim
E para sempre será
Adorei misturar frases, poemas e aleatórios! rs
Ps: Acostumem-se! HAHA
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Infelizmente
Falou, não ouviram.
Escreveu, não leram.
Ditou, não lembraram.
Cansou, não ligaram.
" E foi em um momento de fúria que se pôs a chorar, e chorar. Chorou até que todo o líquido de seu corpo se esvaísse."
Virou pó.
Virou magoa no coração.
Virou o nada que tudo quer.
Virou o pensamento triste de uma mulher.
"Pensou em nada como um todo. Achou estar morrendo, mesmo já morta. Morreu pensando no tudo que se acabava."
Escreveu, não leram.
Ditou, não lembraram.
Cansou, não ligaram.
" E foi em um momento de fúria que se pôs a chorar, e chorar. Chorou até que todo o líquido de seu corpo se esvaísse."
Virou pó.
Virou magoa no coração.
Virou o nada que tudo quer.
Virou o pensamento triste de uma mulher.
"Pensou em nada como um todo. Achou estar morrendo, mesmo já morta. Morreu pensando no tudo que se acabava."
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HASSEN
Ich hasse mich
Ich hasse dich
Ich hasse die Leute
Ich hasse allein zu bleiben
Ich hasse die Orten
Ich hasse allein zu sprechen
Ich hasse mich
Ich hasse dich
Ich hasse mein Leben
Não me importa a gramática, sorry. É apenas um momento de raiva.
Ich hasse dich
Ich hasse die Leute
Ich hasse allein zu bleiben
Ich hasse die Orten
Ich hasse allein zu sprechen
Ich hasse mich
Ich hasse dich
Ich hasse mein Leben
Não me importa a gramática, sorry. É apenas um momento de raiva.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Fechadura
Estou presa nessa jaula.
Esta, feita de concreto.
Não saio,
logo, não entro.
Tranco-me aqui,
e por aqui fico.
Não faço nada demais.
Contato com mundo exterior,
Só atravéz do computador.
Telefone, não tenho.
Cartas, não recebo,
Logo, não mando
Vivo só,
Só comigo.
Se fosse umpouco mais organizado e fosse eu um poco mais orgulhosa, chamá-lo-ia de genial, maaas...
Obs: Pode ser chamado, este conjunto quase organizado de palavras, de poema?
Esta, feita de concreto.
Não saio,
logo, não entro.
Tranco-me aqui,
e por aqui fico.
Não faço nada demais.
Contato com mundo exterior,
Só atravéz do computador.
Telefone, não tenho.
Cartas, não recebo,
Logo, não mando
Vivo só,
Só comigo.
Se fosse umpouco mais organizado e fosse eu um poco mais orgulhosa, chamá-lo-ia de genial, maaas...
Obs: Pode ser chamado, este conjunto quase organizado de palavras, de poema?
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Difícil de explicar
-Um LIVRO?
-Sim, sim.. um livro.
-Mas não é dificil?
-É, mas eu estou apenas tentando.
-Se é dificil, para que tentar?
-Porque vira e mexe faz bem fazer coisas diferentes.
-Aé!?
-É!
-Hmm, mas coisas novas alguma hora ficam velha, certo?
-Certo.
-Então não vale a pena gastar seu tempo em algo que depois vai ficar velho, certo?
-Não.
-Hãn?
-Que o novo ficará velho é um fato, mas compensa (e muito) aproveitar o novo enquanto está fresco..
-Você está dizendo que velhos não prestam?
-Pelo contrário.
-Mas você disse qu...
-Disse que compensa aproveitar o novo enquanto fresco..
-Mas é que ass...
-Tá! Está bem. Tenho que ir, tchau.
-Tchau...
Hmm, pensemos. Será que vale mesmo a pena?
-Sim, sim.. um livro.
-Mas não é dificil?
-É, mas eu estou apenas tentando.
-Se é dificil, para que tentar?
-Porque vira e mexe faz bem fazer coisas diferentes.
-Aé!?
-É!
-Hmm, mas coisas novas alguma hora ficam velha, certo?
-Certo.
-Então não vale a pena gastar seu tempo em algo que depois vai ficar velho, certo?
-Não.
-Hãn?
-Que o novo ficará velho é um fato, mas compensa (e muito) aproveitar o novo enquanto está fresco..
-Você está dizendo que velhos não prestam?
-Pelo contrário.
-Mas você disse qu...
-Disse que compensa aproveitar o novo enquanto fresco..
-Mas é que ass...
-Tá! Está bem. Tenho que ir, tchau.
-Tchau...
Hmm, pensemos. Será que vale mesmo a pena?
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Lista de amores
Quem é que disse que Amanda é gerundio de amar?
-Posso até ser amada, mas amar, amar.. não. Digo, ninguém além do necessário.
-Nenhum suuper amor. Digo, tem sim, alguns.. amo até que bastante.
-Nenhuma paixão. Digo, tem uma sim, mas é 'meique antiga.
-Nenhuma amizade inesquecível. Digo, só algumas.
Tá, concordo...
-Posso até ser amada, mas amar, amar.. não. Digo, ninguém além do necessário.
-Nenhum suuper amor. Digo, tem sim, alguns.. amo até que bastante.
-Nenhuma paixão. Digo, tem uma sim, mas é 'meique antiga.
-Nenhuma amizade inesquecível. Digo, só algumas.
Tá, concordo...
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quarta-feira, 14 de abril de 2010
Encontrar
Dormir, dormir, comer, dormir, ler, dormir, estudar, dormir, andar, dormir, namorar, dormir, dormir, viver, dormir, envelhecer, dormir, dormir, morrer, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir, dormir...
Ah, não deixa de ser um poema.. estranho, mas poema. E sim, mudei a estrutura, mas agora faz mais sentido! ;D
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Fútil texto
Como posso não ser fútil se fútil estou? Fútil sou, futilmente escrevo, futilmente leio, futilmente danço, futilmente vivo. Vivo 'numa futilidade sem fim. Sociedade fútil, política fútil. Como posso encontrar alguém não fútil se tudo ao meu redor é fútil? Como posso não ser fútil se tudo ao meu redor é? Será que eu serei esse alguém não fútil? Fútil serei enquanto denominar-me fútil.. Se futilidades escrevo, não obrigatoriamente sou fútil. Ajo como tal, mas não o sou. Agora não o sou de maneira alguma! Não mais denominar-me-ei, de modo fútil, fútil.
Boa futilidade 'procês!
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
'Despaixonizei-me
Se existe 'despaixonização', acho que peguei. Será que é uma doença? Não sei.. Todos aqueles momentos em que sentia-me envergonhada por simples palavras ou o arrepio ao ouvir sua voz, passaram. Sinto-me um pouco vazia, mas não é da mesma forma em que estava apaixonada sem resposta, é um sentimento bom, como se houvesse me livrado de algo... Não um peso, claro, pois amar nunca é (ou deveria ser) um peso, mas livrado-me de outra coisa, aberto uma nova vaga em meus sentimentos para algum outro chegar e ocupá-la. Como pode ser? Se eu, com a instrução que acho necessária não entendo. Talvez essa 'despaixonização' seja algo novo até para mim, e é ótimo. Agora ouvir à aquela voz, escutar aquelas palavras não mais deixam minhas pernas bambas, nenhum calafrio passa pela minha espinha. São apenas palavras. É apenas uma voz. Palavras na voz de um querido amigo.
Muito obrigada!
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sábado, 9 de janeiro de 2010
Distante
Essa distancia esvazia-me, faz-me triste. A cada dia que passa mais presente tu ficas em minha mente. Sonhos, comentários... Tudo só sobre ti. Paginas e mais paginas escritas, desenhadas, decoradas, corações, poemas as enchem de forma inimaginável. Mas tu não estás aqui por perto, bem longe estás, aliás. Tudo não passa de algo passageiro, pode-se dizer. Algo passageiro que há cinco anos não passa.
Tuas fotos guardei, junto com as paginas que tenho sobre ti, em uma pequena caixa de sapatos lacrada, selada com o mais infantil sonho: Ter-te por perto. Lá guardei também conversas, pensamentos...Tudo só sobre ti. Sobre o que sinto pouco sei. Sei que vermelha fico quando te vejo, no maior conforto estou quando abraço-te, minha mente contorce-se para gravar cada palavra, gesto, sorriso teu. Sutil tento ser, mas não há como esconder. Em como ajo já reparastes e assim te afastastes. "Não te afaste de mim" é o que tentei dizer neste tempo de convivência, todavia não foi o bastante. E vazia deixou-me quando partiste naquele instante.
Tuas fotos guardei, junto com as paginas que tenho sobre ti, em uma pequena caixa de sapatos lacrada, selada com o mais infantil sonho: Ter-te por perto. Lá guardei também conversas, pensamentos...Tudo só sobre ti. Sobre o que sinto pouco sei. Sei que vermelha fico quando te vejo, no maior conforto estou quando abraço-te, minha mente contorce-se para gravar cada palavra, gesto, sorriso teu. Sutil tento ser, mas não há como esconder. Em como ajo já reparastes e assim te afastastes. "Não te afaste de mim" é o que tentei dizer neste tempo de convivência, todavia não foi o bastante. E vazia deixou-me quando partiste naquele instante.
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