E depois do meu mundo virar algo impressionantemente belo, os fatos simplesmente sairam de lá de dentro. Cada detalhe guardado com todas as forças materializaram-se. De forma que eu não pude totalmente contê-los. Eles simplesmente surgiram da forma mais sutil e inexplicável possivel. Por um momento eu ainda hesitei em liberá-los, mas não foi possivel resistir à vontade de vê-los todos na minha frente, todos reais.
O fato de aquela cena estar finalmente acontecendo no mundo que todos vivemos era algo inédito e ao mesmo tempo ótimo. Para mim, diferentemente de quando estava tudo aqui dentro, passou muito rápido e maravilhosamente. Como um sonho que nunca mais acontecerá, pois, bem, disso eu tenho certeza. Você, meu tudo, depois de sair daqui de dentro transformou-se em algo ainda mais inalcançável. Inalcançável. Sim, inalcançável. Talvez por que depois de tudo passar do imaginário para o real, as coisas fiquem um pouco mais sérias e os sentimentos mais fortes. Agora, quem sabe, não passou de uma paixão para algo mais. Ou para algo menos, não sei. Mas ainda acho que foi para algo mais, e algo amargo. Um amor amargo, pois não saberei o futuro.
Afinal, não sou adivinha nenhuma e foi tudo tão rápido que não fiz outra coisa se não corresponder. Se tudo isso tivesse, pelo menos, acontecido no meu proprio mundo.. Seria tudo mais simples. Não que tenha sido algo sem sentido, pois alguma coisa significou, nem que tenha sido só para mim, mas é que esperar pela resposta do próximo é algo angustiante.
E não adianta tentar fugir agora que não adiantará. Talvez teria sido melhor se tudo ficasse bem guardadinho e seguro dentro do meu mundo, dentro do meu tranquilo e simples mundo. Por que no meu mundo, você era (e ainda é) meu tudo.
Mostrando postagens com marcador baseado em fatos reais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador baseado em fatos reais. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Meu tudo (II).
Foi o que fiz. Fiquei lá sentada, calada. Os olhos cerrados, a boca selada, e as mãos presas.Observei aquela cena, processando-a em camera lenta para guardar cada detalhe, mas não consegui. Guardei menos do que esperava, guardei a quatidade exata para conseguir reproduzi-los depois no meu mundo. Repassei cada movimento guardado para lá. Repassei até com detalhes a mais, estes que não existem, mas a gente sempre coloca para ficar melhor. Fiz minha propria cena.
Esperei que no ápice fecharia os olhos para depois imaginá-lo no meu proprio mundo, mas não os fechei. Deixei-os bem abertos. Abertos o bastante para captar toda a luminosidade inexistente daquele momento - parecia real, mas eu sei que não era, melhor, eu preciso acreditar que não era. Preciso acreditar que aquilo não passou de uma simples cena casual, e que foi tudo mentira.- Deixei-os abertos e comecei a rir, não sei por que, mas ri. Ri, acho eu, por não saber o que fazer. Ri por achar que estava de olhos fechados e quem estava lá era eu, mas eu não me via, então não era eu.
Nunca foi eu, nunca foi e provavelmente nunca será. É impossivel, eu sei, mas no meu mundo não. No meu imaginário mundo tudo é extremamente real e compreensível. Parece que tudo fica mais facil quando eu passo para lá. Tudo fica claro, brilhante e perfeito. Do jeito que tinha que ser.
A cena acabou em alguns minutos, longo minutos. Livrei-me de mais um peso, mas ela se repetia em minha mente. Repetia. Repetia. Repetia. Tentei escapar, mas não podia. Cheguei a fechar os olhos, mas não conseguia esquecer cada detalhe. Todos os detalhes que guardei da primeira vez acumulavam-se aos novos que surgiam. Aquilo foi ficando real demais para mim. Eu não suportei e alienei-me ao exterior e fui para o meu mundo. Lá, eu estava simplesmente linda, a cena acontecia da forma mais natural o possivel. Tudo maravilhoso. Sabe, não sei se já mencionei, mas... no meu mundo tudo fica perfeito, tudo fica do jeito que eu quero. E é bom saber que ele nunca ficou opaco depois daquela cena. Foi até melhor. Tudo ficou mais colorido, radiante, pois, afinal, agora eu tinha os detalhes necessários para realmente transmutar aquilo para o meu mundo.
Meu colorido deixava de ser brilhante por alguns dias, mas nunca voltou a ser opaco. Chegou a ficar mais escuro, mas suas lindas cores continuavam lá, afinal, eu tinha aqueles detalhes guardados. Como numa estante eu os organizava por tipo de ação. E toda vez que meu mundo deixava de brilhar eu pegava um pouquinho nessa estante e ele voltava ao normal. É claro que todo vez que te via, ele chegava a brilhar tanto que transpassava-se no sorriso, mas eu sei que um dia, qualquer dia desses, um dia comum... Você, meu colorido, meu tudo, vai ficar para sempre aqui, no meu mundo.
Esperei que no ápice fecharia os olhos para depois imaginá-lo no meu proprio mundo, mas não os fechei. Deixei-os bem abertos. Abertos o bastante para captar toda a luminosidade inexistente daquele momento - parecia real, mas eu sei que não era, melhor, eu preciso acreditar que não era. Preciso acreditar que aquilo não passou de uma simples cena casual, e que foi tudo mentira.- Deixei-os abertos e comecei a rir, não sei por que, mas ri. Ri, acho eu, por não saber o que fazer. Ri por achar que estava de olhos fechados e quem estava lá era eu, mas eu não me via, então não era eu.
Nunca foi eu, nunca foi e provavelmente nunca será. É impossivel, eu sei, mas no meu mundo não. No meu imaginário mundo tudo é extremamente real e compreensível. Parece que tudo fica mais facil quando eu passo para lá. Tudo fica claro, brilhante e perfeito. Do jeito que tinha que ser.
A cena acabou em alguns minutos, longo minutos. Livrei-me de mais um peso, mas ela se repetia em minha mente. Repetia. Repetia. Repetia. Tentei escapar, mas não podia. Cheguei a fechar os olhos, mas não conseguia esquecer cada detalhe. Todos os detalhes que guardei da primeira vez acumulavam-se aos novos que surgiam. Aquilo foi ficando real demais para mim. Eu não suportei e alienei-me ao exterior e fui para o meu mundo. Lá, eu estava simplesmente linda, a cena acontecia da forma mais natural o possivel. Tudo maravilhoso. Sabe, não sei se já mencionei, mas... no meu mundo tudo fica perfeito, tudo fica do jeito que eu quero. E é bom saber que ele nunca ficou opaco depois daquela cena. Foi até melhor. Tudo ficou mais colorido, radiante, pois, afinal, agora eu tinha os detalhes necessários para realmente transmutar aquilo para o meu mundo.
Meu colorido deixava de ser brilhante por alguns dias, mas nunca voltou a ser opaco. Chegou a ficar mais escuro, mas suas lindas cores continuavam lá, afinal, eu tinha aqueles detalhes guardados. Como numa estante eu os organizava por tipo de ação. E toda vez que meu mundo deixava de brilhar eu pegava um pouquinho nessa estante e ele voltava ao normal. É claro que todo vez que te via, ele chegava a brilhar tanto que transpassava-se no sorriso, mas eu sei que um dia, qualquer dia desses, um dia comum... Você, meu colorido, meu tudo, vai ficar para sempre aqui, no meu mundo.
Marcadores:
baseado em fatos reais,
reflexões
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Meu tudo.
E eu fico aqui sentada, calada. Os olhos cerrados, a boca selada e as mãos presas. Observo aquela cena, processando-a em câmera lenta para guardar cada detalhe. Repasso cada movimento para o meu próprio mundo. Meu mundo imaginário. Meu falso e tanto quanto real mundo.
Espero o ápice para fechar os olhos, imaginar-me lá. Imaginar-me junto a ti. Tudo lá fora parece rápido, mas aqui, aqui dentro do meu mundo, os segundos demoram horas e as horas, anos. Cada dia que espero por te encontrar, milênios.
Encontro-te novamente. O meu mundo processa tudo lenta e meticulosamente. Cada segundo demora, agora, dias. Meu mundo está completo.Está cheio daquilo que o deixa satisfeito, você. Você some novamente, ele passa a ser em tons pastéis. Você é o meu colorido. No meu mundo, você é meu tudo.
Marcadores:
baseado em fatos reais,
reflexões
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Point of View
Is she ok?
She is going to be alright, said my mom.
She is not that well, said my dad.
I will miss her, said my grandpa.
She is going to die, said someone.
I am dying, said my grandmo.
She passed away, said the doctor.
Why did not you tell me that before?!?
[AAA]
Marcadores:
aleatórios,
baseado em fatos reais,
poema
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Difícil de explicar
-Um LIVRO?
-Sim, sim.. um livro.
-Mas não é dificil?
-É, mas eu estou apenas tentando.
-Se é dificil, para que tentar?
-Porque vira e mexe faz bem fazer coisas diferentes.
-Aé!?
-É!
-Hmm, mas coisas novas alguma hora ficam velha, certo?
-Certo.
-Então não vale a pena gastar seu tempo em algo que depois vai ficar velho, certo?
-Não.
-Hãn?
-Que o novo ficará velho é um fato, mas compensa (e muito) aproveitar o novo enquanto está fresco..
-Você está dizendo que velhos não prestam?
-Pelo contrário.
-Mas você disse qu...
-Disse que compensa aproveitar o novo enquanto fresco..
-Mas é que ass...
-Tá! Está bem. Tenho que ir, tchau.
-Tchau...
Hmm, pensemos. Será que vale mesmo a pena?
-Sim, sim.. um livro.
-Mas não é dificil?
-É, mas eu estou apenas tentando.
-Se é dificil, para que tentar?
-Porque vira e mexe faz bem fazer coisas diferentes.
-Aé!?
-É!
-Hmm, mas coisas novas alguma hora ficam velha, certo?
-Certo.
-Então não vale a pena gastar seu tempo em algo que depois vai ficar velho, certo?
-Não.
-Hãn?
-Que o novo ficará velho é um fato, mas compensa (e muito) aproveitar o novo enquanto está fresco..
-Você está dizendo que velhos não prestam?
-Pelo contrário.
-Mas você disse qu...
-Disse que compensa aproveitar o novo enquanto fresco..
-Mas é que ass...
-Tá! Está bem. Tenho que ir, tchau.
-Tchau...
Hmm, pensemos. Será que vale mesmo a pena?
Marcadores:
aleatórios,
baseado em fatos reais,
reflexões
segunda-feira, 19 de abril de 2010
"Dying changes everything"
If suddenly I die... I'd like you to know that I always loved you, since 7th grade. You were my secret lover. (shhh)
If suddenly I die... I'd like you to know that since I started talking to you a few years ago, you are my best, and almost unique, friend.
If suddenly I die... I'd like you to know that even fighting, arguing, I love you.
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my Japanese, idiot and loved friend.
If suddenly I die... I'd like you to know that you always supported me, even in bad moments, little friend, I love you!
If suddenly I die.. I'd like you to know that I love you, and you are the best camera operator I've ever seen.
If suddenly I die... I'd like you to know that I'll always be your doctor, even in spirit.I love you soso much!
If suddenly I die... I'd like to thank you for all the good moments you gave me, even if I agued with you. I love you too much!
If suddenly I die... I'd like you to know that even knowing you just a little bit, you are already in my heart.
If suddenly I die.. I'd like you to know that you are my favorite copy of myself. I love you.
If suddenly I die.. I'd like to thank you for all you taught me about scene. Adore you.
If suddenly I die.. I'd like you to know that's ok if you die first, but know that I'll meet you there ^ !
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my second dad, thanks for everything! Love you.
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my favorite bad singer! Love you!
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my blond and crazy sister! Love you too much.
If suddenly I die... I'd like you to know that I always loved you all, you are my second mother!
If suddenly I die... I'd like you to know that in this language you are the best! Love you!
If suddenly I die... I'd like you to know that German rocks with you!
If suddenly I die... You should know that I LOVE YOU!
Many people, one subject, one feeling...
Juro que chorei bagaramba para digitar isso. Doeu, mas fez bem.
If suddenly I die... I'd like you to know that since I started talking to you a few years ago, you are my best, and almost unique, friend.
If suddenly I die... I'd like you to know that even fighting, arguing, I love you.
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my Japanese, idiot and loved friend.
If suddenly I die... I'd like you to know that you always supported me, even in bad moments, little friend, I love you!
If suddenly I die.. I'd like you to know that I love you, and you are the best camera operator I've ever seen.
If suddenly I die... I'd like you to know that I'll always be your doctor, even in spirit.I love you soso much!
If suddenly I die... I'd like to thank you for all the good moments you gave me, even if I agued with you. I love you too much!
If suddenly I die... I'd like you to know that even knowing you just a little bit, you are already in my heart.
If suddenly I die.. I'd like you to know that you are my favorite copy of myself. I love you.
If suddenly I die.. I'd like to thank you for all you taught me about scene. Adore you.
If suddenly I die.. I'd like you to know that's ok if you die first, but know that I'll meet you there ^ !
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my second dad, thanks for everything! Love you.
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my favorite bad singer! Love you!
If suddenly I die... I'd like you to know that you are my blond and crazy sister! Love you too much.
If suddenly I die... I'd like you to know that I always loved you all, you are my second mother!
If suddenly I die... I'd like you to know that in this language you are the best! Love you!
If suddenly I die... I'd like you to know that German rocks with you!
If suddenly I die... You should know that I LOVE YOU!
Many people, one subject, one feeling...
Juro que chorei bagaramba para digitar isso. Doeu, mas fez bem.
Marcadores:
aleatórios,
baseado em fatos reais
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Apenas o fim
Camilla o re-encontrou após tantos anos, obviamente sentiu seu coração chegando à boca, mas deteve-se. Deu apenas um olá tímido, mandou um beijinho e cada um seguiu para o seu lado. Camilla foi ao encontro de Luis e Leandro ficou esperando por um telefonema dela.
Marcadores:
aleatórios,
baseado em fatos reais
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Ciclo
Nascer para Crescer
Crescer para Viver
Viver para Estudar
Estudar para Trabalhar
Trabalhar para Viajar
Viajar para Descansar
Crescer para Viver
Viver para Estudar
Estudar para Trabalhar
Trabalhar para Viajar
Viajar para Descansar
Marcadores:
baseado em fatos reais,
poema,
trivial
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Não
O mundo me ignora, fico só.
A minha alma chora, toco só.
A minha alma chora, toco só.
Ah, novo marcador! "pequenininhos", ou "dupla".
Marcadores:
baseado em fatos reais,
dupla,
pequenininhos,
poema
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Por que voltastes, meu amor?
Recebi a noticia de que ele voltou
No começo não acreditei..
Trar-me-á de volta aquele antigo e enfermo amor ?
Se pôde partir, será que agora volta?
Volta. E me traz dor
Dor que vem com escolta
Para trazer-me, também, horror
Sofri e não darei mais essa volta
Com minha vida seguirei sem temor
Olha, não está lá grande coisa, mas se é para expressar-se.. VAMOS LÁ! ^^
No começo não acreditei..
Trar-me-á de volta aquele antigo e enfermo amor ?
Se pôde partir, será que agora volta?
Volta. E me traz dor
Dor que vem com escolta
Para trazer-me, também, horror
Sofri e não darei mais essa volta
Com minha vida seguirei sem temor
Olha, não está lá grande coisa, mas se é para expressar-se.. VAMOS LÁ! ^^
Marcadores:
baseado em fatos reais,
dedicado a,
poema,
trivial
Combinado
E naquela noite ninguém saiu. A cidade ficou parada, a noite gélida e todos os cidadãos no mais perfeito silêncio. As luzes apagaram-se. O mundo calou. O universo sucumbiu.
Naquela cidade, em algum bairro, alguma família, existia (sim, existia!) uma criança. Criança a qual com o mundo acabaria. O faria muito menor, mais simples... E faria sem cautela.
O que todos não sabiam é que essa criança, pobre, fraca, simples criança, viria de qualquer casa. Ao mero sinal de uma estrela, a estrela mais brilhante, ela surgiria.
A cidade, mesmo sabendo de todas as circunstâncias , seguiu sua vidinha medíocre, sem se importar.A criança crescia e a cidade esquecia. O tempo, por um instante, parara. A cidade lembrara. Todos, enlouquecidos, trancaram-se em suas casas. Exceto um desprezível ser, a criança.
Esta, criara noção de tudo o que acontecia a sua volta. Seus pais não se importavam, era só mais uma simples e imatura criança. A estrela deu seu sinal. A cidade ficou apreensiva. A criança, como já avisado, começou a dilacerá-lo aos poucos.
Acabou com a energia, os cidadãos assustaram-se. Acabou com a população, a noite congelou-se. Acabou com a noite, o mundo entristeceu. Acabou com o mundo, e então morreu.
Bem, texto com pouco sentido se lido superficialmente... buuut, como eu adoro colocar entrelinhas.. rs' (guess what? :D )
Marcadores:
baseado em fatos reais,
conto,
trivial
quarta-feira, 31 de março de 2010
Os acomodados que mudem
Desde a escravidão, a ilegalidade é maquiada pelos mais poderosos e desde então a maquiagem é feita cada vez mais na cara dura. Antes com suas galinhas, hoje com merendas escolares.
Rouba-se bilhões por ano, destes bilhões apenas alguns milhões são descobertos, mas depois esquecidos. E tudo volta ao normal.Quanto não foi gasto naquele castelinho de 25 milhões de reais? O deputado apenas renunciou, após ser acusado de sonegação fiscal..."Quem cala, consente" é o que dizem.
Obras públicas, essas sim são um mar para qualquer pescador. Existem muitas, e muitas são as formas de aproveitar-se delas. Pode-se usar da sonegação de impostos e mandar o dinheiro para outra conta(dentro ou fora do país) ou como fez Sarney (claro, sem que ninguém saiba), contratar uma empreiteira para fazê-la e "pedir" que cobre um pouquinho a mais. Ganhando, por fora, alguns milhares.
Sempre arrumando uma forma para livrar-se da culpa, nossos políticos vão ganhando mais e mais espaço, acomodando-se com o dinheiro público. Até que parem com essa roubalheira toda é capaz que leve um tempo, mas quando começarem a acomodar-se como reis, ai sim, vai ser tarde e mais difícil tirá-los do trono.
Sem querer me gabar.. AHHA. Tirei 8,3 e um "Bom texto!" nesta dissertação ;D
Marcadores:
baseado em fatos reais,
dissertação,
trivial
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
'Despaixonizei-me
Se existe 'despaixonização', acho que peguei. Será que é uma doença? Não sei.. Todos aqueles momentos em que sentia-me envergonhada por simples palavras ou o arrepio ao ouvir sua voz, passaram. Sinto-me um pouco vazia, mas não é da mesma forma em que estava apaixonada sem resposta, é um sentimento bom, como se houvesse me livrado de algo... Não um peso, claro, pois amar nunca é (ou deveria ser) um peso, mas livrado-me de outra coisa, aberto uma nova vaga em meus sentimentos para algum outro chegar e ocupá-la. Como pode ser? Se eu, com a instrução que acho necessária não entendo. Talvez essa 'despaixonização' seja algo novo até para mim, e é ótimo. Agora ouvir à aquela voz, escutar aquelas palavras não mais deixam minhas pernas bambas, nenhum calafrio passa pela minha espinha. São apenas palavras. É apenas uma voz. Palavras na voz de um querido amigo.
Muito obrigada!
Muito obrigada!
Marcadores:
aleatórios,
baseado em fatos reais,
dedicado a,
reflexões,
trivial
sábado, 16 de janeiro de 2010
Da Janela
Simples garoto era Paulo. Vivia humildemente em uma casinha com seus pais. Era uma casa pequena, grandes janelas cobriam-na por quase totalidade, deixando apenas poucas áreas de parede com uma pintura amarelo pastel já desbotada.Seu José e dona Maria dormiam em seu pequeno quarto e Paulo dormia com seus cinco irmãos em um minúsculo quarto que, porém, ao seu ver, era o mais aconchegante possível.Em sua pequena casa existia também um terceiro andar, com suas gigantes janelas, era o mais iluminado de todos, e também o usado por dona maria para pendurar as roupas que demoravam a secar.
Paulo frequentou o colégio, brincou com seus irmão na rua.. até que com seus dezoito anos decidiu ser ator. Começou com pequenos monólogos em sua rua, apresentou para todos no bairro com a ajuda de seu irmão que trabalhava com cinegrafia. Passou a ser conhecido e chamado para apresentar-se em varios locais. Até que tornou-se famoso e começou a exagerar nas horas, mesmo sem a aprovação de seus pais.
Ganhou garotas, passou a tentar sair algumas noites, mas seus pais descobriram e redobraram a atenção.Trancavam todos os dias as janelas e porta da casa para que, desta vez, nenhum de seus filhos ao menos pensasse em sair.Paulo ficou exasperado com o fato de mesmo com fama e idade não poder badalar.Passou dias e mais dias pensando em uma forma de convencê-los, ou de apenas fugir e voltar na madrugada.Considerou o fato de o ultimo andar da casa ser apenas habitado pela mãe e provavelmente as janelas não estarem trancadas. Dito e feito. Ao tentar abri-la a janela cedeu e dos trilhos moveu-se.
Na manhã seguinte dona Maria acordou com policiais em sua porta. Correu para fora para descobrir o que havia acontecido e ao olhar ao lado da casa lá estava Paulo jogado, ensanguentado, sem vida, morto. Dona Maria sem reação calou-se, seus filhos, da janela viram o irmão, seu marido, do quarto, sentiu o vazio do silêncio como nunca sentira.Todos puseram-se a chorar da forma mais acanhada possivel. Seu José, enxugando as lágrimas, sua esposa, com o rosto apertado contra as mãos, seus filhos consolando-se apenas pelo o que não acreditavam estar acontecendo. O corpo foi levado, seus irmãos puseram-se a chorar violentamente, o pai desceu as escadas e viu seu filho sendo carregado para dentro do furgão, e dona Maria assinou o atestado de óbito de seu filho mais velho.
A quem não tive tempo o bastante para conhecer.
Paulo frequentou o colégio, brincou com seus irmão na rua.. até que com seus dezoito anos decidiu ser ator. Começou com pequenos monólogos em sua rua, apresentou para todos no bairro com a ajuda de seu irmão que trabalhava com cinegrafia. Passou a ser conhecido e chamado para apresentar-se em varios locais. Até que tornou-se famoso e começou a exagerar nas horas, mesmo sem a aprovação de seus pais.
Ganhou garotas, passou a tentar sair algumas noites, mas seus pais descobriram e redobraram a atenção.Trancavam todos os dias as janelas e porta da casa para que, desta vez, nenhum de seus filhos ao menos pensasse em sair.Paulo ficou exasperado com o fato de mesmo com fama e idade não poder badalar.Passou dias e mais dias pensando em uma forma de convencê-los, ou de apenas fugir e voltar na madrugada.Considerou o fato de o ultimo andar da casa ser apenas habitado pela mãe e provavelmente as janelas não estarem trancadas. Dito e feito. Ao tentar abri-la a janela cedeu e dos trilhos moveu-se.
Na manhã seguinte dona Maria acordou com policiais em sua porta. Correu para fora para descobrir o que havia acontecido e ao olhar ao lado da casa lá estava Paulo jogado, ensanguentado, sem vida, morto. Dona Maria sem reação calou-se, seus filhos, da janela viram o irmão, seu marido, do quarto, sentiu o vazio do silêncio como nunca sentira.Todos puseram-se a chorar da forma mais acanhada possivel. Seu José, enxugando as lágrimas, sua esposa, com o rosto apertado contra as mãos, seus filhos consolando-se apenas pelo o que não acreditavam estar acontecendo. O corpo foi levado, seus irmãos puseram-se a chorar violentamente, o pai desceu as escadas e viu seu filho sendo carregado para dentro do furgão, e dona Maria assinou o atestado de óbito de seu filho mais velho.
A quem não tive tempo o bastante para conhecer.
Marcadores:
baseado em fatos reais,
conto,
trivial
sábado, 9 de janeiro de 2010
Distante
Essa distancia esvazia-me, faz-me triste. A cada dia que passa mais presente tu ficas em minha mente. Sonhos, comentários... Tudo só sobre ti. Paginas e mais paginas escritas, desenhadas, decoradas, corações, poemas as enchem de forma inimaginável. Mas tu não estás aqui por perto, bem longe estás, aliás. Tudo não passa de algo passageiro, pode-se dizer. Algo passageiro que há cinco anos não passa.
Tuas fotos guardei, junto com as paginas que tenho sobre ti, em uma pequena caixa de sapatos lacrada, selada com o mais infantil sonho: Ter-te por perto. Lá guardei também conversas, pensamentos...Tudo só sobre ti. Sobre o que sinto pouco sei. Sei que vermelha fico quando te vejo, no maior conforto estou quando abraço-te, minha mente contorce-se para gravar cada palavra, gesto, sorriso teu. Sutil tento ser, mas não há como esconder. Em como ajo já reparastes e assim te afastastes. "Não te afaste de mim" é o que tentei dizer neste tempo de convivência, todavia não foi o bastante. E vazia deixou-me quando partiste naquele instante.
Tuas fotos guardei, junto com as paginas que tenho sobre ti, em uma pequena caixa de sapatos lacrada, selada com o mais infantil sonho: Ter-te por perto. Lá guardei também conversas, pensamentos...Tudo só sobre ti. Sobre o que sinto pouco sei. Sei que vermelha fico quando te vejo, no maior conforto estou quando abraço-te, minha mente contorce-se para gravar cada palavra, gesto, sorriso teu. Sutil tento ser, mas não há como esconder. Em como ajo já reparastes e assim te afastastes. "Não te afaste de mim" é o que tentei dizer neste tempo de convivência, todavia não foi o bastante. E vazia deixou-me quando partiste naquele instante.
Marcadores:
baseado em fatos reais,
dedicado a,
reflexões
Assinar:
Comentários (Atom)
+copy+modified.jpg)